Às vezes fico me perguntando qual é o papel da Justiça.
No dia de ontem fui a uma audiência do Juizado Especial Criminal (JECrim) O JECrim julga causas criminais cuja pena não ultrapasse dois anos (a lei foi mudada em 2006). Ir a uma audiência dessas é um acontecimento especial para mim, porque é muito raro eu trabalhar em causas criminais.
O caso foi de um sujeito bebaço que queria entrar à força numa área privativa do hospital municipal a pretexto de visitar sua filha, que estava internada. Foi contido pelos seguranças, foi parar na delegacia de polícia e, conforme a lei, o caso terminou na Dona Justa.
Perguntado pelo juiz se eu queria prosseguir com o processo, perguntei se havia uma proposta de acordo e foi respondido: “a proposta de acordo é se o réu se compromete a não mais repetir os atos de que é acusado”. Nem uma cesta básica se cogitou obrigar o acusado a doar ao hospital.
Se a intenção da dona justa era fazer o réu prometer não aprontar mais, me pergunto se o gasto em trazê-lo na frente do juiz valia mais a pena do que arquivar o processo e deixar por isso mesmo!
Todo município brasileiro que se prezasse há alguns anos atrás deveria ter a saúde municipalizada.
Se ficar comprovado que existia realmente o 
A
No local que fui para encontrar com a Dona Justa havia dois balcões para atendimento. Um deles para as partes e o outro era para os advogados e peritos judiciais.

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