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Domingo quente de outono

Domingo quente de outono! Sem vento. Quase não há umidade. Temperatura de 26º C. Não existe no ar aquela ansiedade por pegar o carro e ir para a praia e meter-se num engarrafamento. Dia perfeito para nadar e correr. Viva a natureza!

O Pai mais forte do mundo


Este filme lembrou-me de uma ação na justiça que pedia uma lista enorme de remédios, cânulas, esparadrapo, tubos, gel e alimentos especiais para uma pessoa tetraplégica.

A petição começava assim: “Fulano de Tal, representado por seu pai…” obviamente que pensei que o autor da ação  tratava-se de uma criança, mas prosseguiu assim: “nascido em 1959 e sofre de paralisia cerebral…”

Admirei a fortaleza de espírito de uma pessoa idosa que não apenas cuida, mas também demanda na Justiça em favor de um filho tetraplégico, já de meia-idade.

A melhor sorte do mundo para todos eles, pois merecem, mais que ninguém!

Correr é coisa da direita?

Durante a era FHC, cansado dos escândalos de corrupção, eu tinha simpatia pelo PT. Eu era um socialista com os pés no chão, que aceitava a economia de mercado e as diferenças de um regime democrático. Era preciso mudar os costumes políticos do país. Era preciso mudar. Eu era socialista light, mas eu era de esquerda.

Então veio a era Lula e observando o que acontece em volta eu já não tenho mais coragem de dizer que sou de esquerda.

Prosseguindo nesse inútil exercício ideológico, fica a pergunta, sou agora de direita?

Pois bem. Numa recente coluna do Diogo Mainardi, foi divulgado que o jornal francês Libération (assumidamente de esquerda) divulgou que correr é coisa da direita.

Correr é uma atividade associada à iniciativa individual, ao esforço, à busca do sucesso, à superação, coisa típica de um direitista.

Eu amo correr.  Nem que me custe uma dor generalizada entre os joelhos e o pescoço, não admito desistir no meio do caminho. Atingir a chegada é uma sensação indescritível. Minha recompensa que eu mesmo me concedo é uma garrafa de Gatorade.

Chego a conclusão que antes de ser esquerda ou direita, sou apenas normal. O socialismo foi uma fase, mas agora meu negócio é ser saudável.

Ser saudável é um bom negócio para o indivíduo.

Acabo de me denunciar :-)

Deu Boca e era para ser mesmo

Maradona

Originally uploaded by r0drig0 FL0res.

Não era para ser mesmo.
Acho que até quem torcia contra o Grêmio sentiu um frio na espinha ao ver a entrada triunfal da equipe no estádio e ouvir o hino nacional ser cantado por 50 mil vozes a plenos pulmões.
Mas foi só.
Ao contrário do Grêmio em Buenos Aires, o Boca não se deixou abater ou vacilar em Porto Alegre. Provou que é uma equipe que tem jogadores experientes e disciplinada taticamente.
Some-se isso ainda a tradição argentina de aliar técnica, força e garra.
E como se ainda fosse pouco, o Boca Juniors tem Riquelme, que se trata de um jogador que parece que prende a bola com um barbante na chuteira.
O futebol brasileiro é pentacampeão e é o melhor do mundo, mas dessa vez não era para ser.
Tirei essa foto perto do Estádio da Bombonera, lugar que praticamente decidiu o título em favor do Boca Juniors.

Visão dos sonhos de um gremista

A luta pelo título de campeão da Libertadores da América terá outra rodada amanhã. Boca Juniors e Grêmio se enfrentarão amanhã no Estádio Olímpico em Porto Alegre para a grande final. O Grêmio terá a difícil obrigação de vencer por 4 a 0 ou, na pior das hipóteses, fazer 3 a 0 e levar o jogo para a prorrogação. O desejo de revanche não é só pelo resultado negativo que a equipe gaúcha  obteve em Buenos Aires, ao perder de 3 a 0, no Estádio da Bombonera, mas também pelos atos de vandalismo praticados pela torcida local. Já prevendo confusão, será acionado um monumental esquema de segurança. Ônibus argentino  que cruze a fronteira do Brasil, por exemplo, só vai poder levar argentino que tiver ingresso para assistir ao jogo. Se não tiver, terá que voltar. Por outro lado, noticia-se milhares de argentinos que moram em Santa Catarina, principalmente no norte, prometem invadir o Estado do Rio Grande do Sul para torcer pelo Boca. O aparato de segurança vai ter que ser  comparável com Bagdad para segurar os ânimos. Boa sorte para o Brasil, boa sorte para o Grêmio, e desejo que o Boca fique como as moçoilas da foto para facilitar as coisas :-) 

Copa de 1978

Copa do Mundo de 1978, vinte e um de junho, 19 horas e quinze minutos, Seleção da Argentina precisava ganhar de 3 gols de diferença da Seleção do Peru para se classificar para a final. Ganha o jogo de 6 a 0  e deixa a Seleção Brasileira fora da final.

A situação da Argentina durante a Copa de 1978 podia ser resumida numa frase: em campo, tinha o matador Mário Kempes; fora do campo, tinha outro matador: Jorge Rafael Videla, presidente de fato, conhecido por suas violações aos direitos humanos.

Argentina e Peru foi talvez o mais controvertido jogo da história, com suspeitas de que houve favorecimento do jogo pró-Argentina.

Suspeita-se do goleiro Quiroga, argentino de nascimento, nacionalizado peruano.  Também suspeita-se um zagueiro peruano, que algumas semanas depois da Copa assinou contrato com o clube argentino, o  Velez Sarsfield.

No campo político-diplomático, também houve movimentos pouco usuais, com a visita inesperada do presidente Jorge Videla à equipe Argentina. E ainda antes do jogo, mais inesperado ainda, houve a visita de Henry Kissinger, conhecido diplomata americano.

Depois da Copa, houve uma doação de trigo do governo argentino ao Peru.

Deve ser anotado ainda que sem dúvida nenhuma a conquista da Copa representou uma sobrevida ao regime militar, sufocado, para variar, com a hiperinflação,  desemprego e desprezo pelas liberdades individuais.

Deu tudo no History Channel, que dedicou a esse jogo boa parte do tempo destinado à história da Copa do Mundo de 1978.

Não dá para dizer que a Argentina foi campeã apenas por que houve um acerto no jogo contra o Peru, pois tinha uma boa equipe e jogava com o apoio de sua fanática torcida. Mas tinha também alguns defeitos, pois a defesa falhava com freqüência, o que era compensado por ataque muito forte. Talvez tivesse o mesmo nível da seleção brasileira.

Assim, a suspeita sempre ficará no ar. De qualquer sorte, isso faz  28 anos, se houve justiça ou não, é sempre bom lembrar, como dizia Eduardo Couture, “confia no tempo como substituto bondoso para a justiça.”

O que só não dá mesmo para perdoar foram as violações aos direitos humanos.

Futebol às 22 hs no inverno

Com o inverno e as temperaturas baixando, o jogo da Libertadores entre o Grêmio e os Defensores, disputado em Montevideo, foi marcado para as 19:30.

O horário é pouco usual para o torcedor brasileiro, acostumado com os horários mais esdrúxulos que se pode imaginar. Mas o motivo é simples. Com o jogo marcado para às 19:30, a temperatura não está tão baixa,  é possível sair do trabalho, chegar ao estádio, ver o jogo e retornar para casa num horário civilizado, especialmente para quem tem obrigações familiares  e trabalhar no outro dia.

Agora no Brasil, como quem manda é a aquela poderosa emissora de TV, que dá prioridade à outra paixão nacional, o futebol tem que esperar pela novela acabar. Esperar que o torcedor vá ao estádio, no frio do inverno, iniciar o jogo perto das 22 horas e obrigar o público a chegar em casa perto da meia-noite e tendo que trabalhar no outro dia é um atentado ao bom-senso.

Era para se aplicar o Código de Proteção e Defesa do Consumidor em quem promove jogo às 22 horas.

Futebol às 22:00 horas é uma maldade com o torcedor.

Correndo na chuva

À essas alturas  o outono começa  a mostrar sua cara. A temperatura baixa, o dia fica mais curto e chove bem mais que no verão.

Num dia nublado, com vento e chuva, resolvi correr. Iria tentar correr  9600 metros em 55 minutos. “Tentar” por que não sabia se ia conseguir. São seis voltas na pista ao todo.

Se não fossem pelas poças d´água que se formaram ao longo de todo o percurso a pista estava razoavelmente bem preservada, apesar da chuva intensa que caiu no dia anterior.

Entretanto, com uns dez minutos de corrida começou a chover e ventar forte. Até para ver ficava difícil. Pensei comigo: “assim não vai dar”. Mas continuei a correr, afinal não tinha  escolha, uma vez que meu carro   estava muito longe. “Quem sabe melhora”, pensei.

Não muito tempo depois a chuva e a ventania foi acalmando e decidi continuar.

Lá pelas tantas, o cordão do tênis desamarrou e tive que parar para amarrar. Essas paradas são péssimas, porque parece que o sangue vai todo para a cabeça e tem-se uma sensação de desânimo quando se volta a correr. Logo em seguida, desamarrou de novo…”será mesmo que vai dar?” Segue a corrida.
“O jeito é ligar o piloto automático e seguir em frente, “quem sabe as coisas melhoram mais adiante”? Não, não melhoraram, o prendedor do mp3 se soltou e tive que parar de novo para acertar o botão para fechar a entrada. Prossigo.

Passei por gente má que estava de carro e não dava preferência para quem está correndo, passei por gente boa que me incentivava a continuar correndo.

Finalmente, entrei na última volta, está no fim, mais 10 minutos e termina tudo. E foi o que aconteceu. Os últimos dez minutos foram tranqüilos.

A  vida é  assim, o importante é ter objetivos e fazer o possível para alcançá-los. Se eu desistisse de correr no primeiro obstáculo que enfrentei não teria assunto para escrever hoje. Uma Feliz Páscoa para todos! :-)

Nosso planeta também é vermelho

Porto Alegre não é tão charmosa quanto Barcelona, o  Estádio Beira-Rio não é tão bonito quanto o Nou Camp e Fernandão não ganha tanto quanto Ronaldinho, mas quando o mundo elegeu o Barcelona como favorito para vencer o mundial interclubes, esqueceu  que futebol ganha-se no campo.

De fato, como toda final, foi um jogo nervoso. Qualquer dos dois times poderia vencer. Mas os deuses do futebol estavam a favor da nação colorada. Quem não se preocupou ao ver Alexandre Pato saindo de campo contundido?  Quem não se desesperou ver Fernandão sendo substituído pelo desconhecido Adriano?

Pois justamente quando se achava que o jogo teria  um final dramático para o  Internacional, com os dois melhores jogadores fora do campo, aconteceu o gol, aos 36 do segundo tempo,  marcado justamente por Adriano.

Gol no momento certo. O poderoso Barcelona não tinha mais como reagir.

Em 1983, ao comemorar o título do Grêmio, no Rio Grande do Sul, parafraseando o astronauta Yuri Gagarin se dizia: “A Terra é azul”. Vinte e  três anos depois, nosso Estado pode dizer agora: “A Terra é também o planeta vermelho.”

E deu Inter!

soccer.jpgNa fria noite de ontem, o Estádio da Beira-Rio foi o palco de uma batalha épica marcada pela qualidade e garra de São Paulo e Internacional de Porto Alegre.

O placar de 2 a 2 favoreceu o time gaúcho, que venceu a primeira partida em São Paulo.

O impressionante foi que os dois jogos das finais foram muito parecidos, marcados pela técnica apurada e pela vontade dos times em disputar as divididas em todas as partes do campo, algumas das quais resultaram em cartão amarelo.

Como bem colocou Cléber Machado, da Rede Globo, foi uma pena que apenas um dos times tinha que ser campeão, uma vez que ambos mereciam por tudo que provaram na competição e nas duas partidas finais.
Mas foi melhor que tenha o título ficado no Rio Grande do Sul.

A final da libertadores foi uma prova de que um time pode ter técnica e ao mesmo tempo garra para vencer, o que é a combinação ideal no futebol.

Foi bom que Dunga tenha assistido ao jogo.

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