1-O coletivo é mais importante que o individual;
2-Genealidade individual não compensa mediocridade coletiva;
3-Num ato impensado põe-se tudo a perder.
1-O coletivo é mais importante que o individual;
2-Genealidade individual não compensa mediocridade coletiva;
3-Num ato impensado põe-se tudo a perder.
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À sua maneira, a Itália foi campeã. Como previsto, correu muito, se defendeu como pode e atacou quando deixaram. Foi uma terrível injustiça para a França, que buscou a vitória do início ao fim, mesmo jogando com um a menos, após a expulsão estúpida de Zidane. Para o bem do futebol, a França merecia o título. Não foi como eu esperava. Não foi como eu queria. Parabéns à Itália.
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Numa partida aberta, sem o medo de tomar gols, perder e voltar para casa que dá a tônica dos jogos da copa do mundo a partir das oitavas de final, Portugal e Alemanha fizeram um jogo bom de se assistir. Deu Alemanha, 3 a 1, com dois golaços de Schweinsteiger. O primeiro gol de Schweinsteiger me pareceu que o chute era defensável, embora não tenha sido frango. Portugal, por sua vez, foi valente e mesmo perdendo de três a zero lutou até o fim, sendo recompensado pelo gol de Nuno Gomes. Portugal foi um belo exemplo do quanto que a dedicação e o espírito de equipe de um time pode levar.
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Estávamos mal acostumados. Desde 1994, há mais de dez anos, disputamos todas as finais da copa do mundo. Menores de 16 anos nunca viram o Brasil voltar para casa mais cedo numa copa do mundo. Sei o quanto que isso dói, porque lembro de 1982, quando nosso time foi também considerado imbatível. Mas em 1982 aconteceu uma injustiça, porque jogamos bem. Em 2006 perdemos porque tínhamos que perder, uma vez que jogamos mal. Com dor de cotovelo, os alemães vão torcer pela França. Estão assim visto que jogaram uma partida muito disputada com a Itália e poderiam sair vencedores. Agora, nós e a França, quem merecia ganhar? Perdemos, porque merecemos. Não há do que reclamar do azar, que tantas vezes decide no futebol. Não dá nem para secar.
Miroslav Klose é o atacante da Alemanha que no jogo contra a Polônia errou a bola e acertou o pescoço do adversário. Não perdi a oportunidade de destacar esse fato no blog para defender a ruindade do ataque da seleção alemã. Ontem, numa conferência com um alemão na internet, defendi a idéia de que Alemanha perdeu a copa porque não tinha ataque. Ele retrucou e mostrou o escore: Klose-5 gols, Podolski-3 gols; Ronaldinho-0 gols. Alemanha vai disputar o 3º lugar. O Brasil ficou nas quartas de finais. Isso me fez pensar uma coisa. No futebol, como na vida, não basta talento. É preciso esforço. Um limitado que se esforça, e é focado nos seus objetivos, consegue resultados muito superiores, e é muito mais útil para a coletividade do que um gênio com pouca vontade. Link da foto.
O Brasil descobriu Portugal. Eu e mais 180 milhões de brasileiros torcerão por Felipão e Portugal. Na minha opinião, a França tem um time melhor e está numa linha de ascensão desde o jogo contra a Espanha, quando venceu de virada. Contra o Brasil, a França arrebentou. Portanto, será uma façanha e tanto para Felipão se passar à final. Mas, desde quando, em se tratando de Felipão, isso seria novidade? Para quem quiser saber mais da intimidade da seleção de Portugal, há um excelente blog aqui.
Num jogo emocionante, a Itália venceu a Alemanha por 1 a 0 e está na final da copa. Foi um jogo muito equilibrado, mas se tivesse que sair um vencedor, sem dúvida deveria ser a Itália. Criou as chances mais claras de gol e mandou duas bolas na trave na prorrogação. Ainda assim, por ter sido um jogo muito parelho, acho que o castigo para a Alemanha foi duro demais, o que era evidenciado pelo choro dos seus torcedores. A Alemanha é uma vencedora, já que apesar de ter um time limitado, lutou bravamente e a recompensa foi ter chegado às semi-finais. Nossa seleção, apesar do imenso talento, não mostrou nenhuma vontade de perseguir vitórias e teve o destino que mereceu. Tive mais pena da Alemanha do que da seleção brasileira. Link da foto.
Primeira segunda-feira pós-derrota no mundial. A rotina recomeça, mas num ritmo devagar. Sábado à noite a cidade estava de luto. Na avenida principal da cidade, onde juntam-se milhares de jovens para paquerar, beber cerveja e escutar música,era reduzidíssima a freqüencia. Havia um silêncio fora do comum. Destoando da cena, havia um sujeito usando a camisa do Kaká do Milan. No Rio Grande do Sul, por causa do frio, a copa do mundo é um evento privado, restrito aos lares, restaurantes e cafés. Não há clima para telão ou grandes manifestações do Olundum. Mas a dor é a mesma.
A disputa nos pênaltis é um castigo para duas equipes que não conseguiram definir um vencedor em 120 minutos de disputa. Com a revolução tecnológica, transmissão digital e alta definição é possível ver até a espinha no rosto dos jogadores. Obviamente que a TV não deixaria de explorar esses avanços no momento da cobrança dos pênaltis. Vendo a expressão do rosto dos cobradores que dirigem-se do meio-campo até a meia-lua da grande área para cobrar a penalidade tem-se a sensação que irão para forca. Pela expressão do rosto, é possível até mesmo razoavelmente prever se vão acertar ou não. É desumano, mas não há outra alternativa. Link da foto.
Com o Brasil fora da copa, resta ao Rio Grande do Sul se voltar às origens. Portugal, Alemanha e Itália representam a origem dos antepassados da maioria esmagadora da população gaúcha. Mas para quem não está com dor de cotovelo, não liga para a tradição familiar e gosta do bom futebol, a torcida pela França é obrigatória. Link da foto.