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Um texto de Fernando Pessoa

Um texto de Shakespeare é um grande sucesso deste blog. Achei ontem este texto de Fernando Pessoa no Orkut de uma amiga e acho que vale a pena dividi-lo. Como sempre, não me responsabilizo pelo conteúdo ou autoria. De todo o jeito, é uma bela lição para a vida.

“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios,incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre de vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

Fernando Pessoa

Orgulho de ser gaúcho, mas…

Os recentes desentendimentos entre a Governadora do Estado do Rio Grande do Sul e a Assembléia Legislativa, que rejeitou o pacote fiscal que aumentava os impostos no Estado não são novidade.

Desde a época dos revolucionários de 1835, quando se tentou fazer do Rio Grande do Sul uma república,  os líderes farroupilhas também não se entendiam. Todo mundo sabe no que deu.

Hoje, temos um Estado que paga setecentos reais por mês ao um policial, os funcionários públicos estão recebendo seus salários com atraso, o tesouro estadual não tem como fazer investimentos e isso para não se falar da diferença  entre a  paupérrima região da metade sul e a metade norte.

Por outro lado, somos um povo orgulhoso da nossa história e tradição.

Mas reconheçamos:  sob o ponto de vista econômico, no atual estado das coisas, nosso Estado não é viável.

Encontre sua paixão na Internet

Quem nunca se apaixonou por um rosto desconhecido e nunca mais o encontrou? Acontece, mas com um pouco de tecnologia, sorte e criatividade é possível encontrar uma solução.

Foi o que aconteceu com um jovem de 21 anos em Nova York, que apaixonou por uma passageira no que viajava no metrô.

Como nada sabia sobre a mulher, fez uma página na internet, com a descrição física da pretendida, horário que a viu e o telefone/mail para contato. O rapaz fez ainda questão de dizer que não era insane.

Segundo a Folha, a tentativa deu certo, pois um amigo da moça fez o papel do cupido e arranjou um encontro eles. Mas por enquanto, a moça só quer “amizade”.

Admiro a coragem do rapaz, já que ele colocou na Internet até seu número do telefone. Imagina se fosse no Brasil ;-)

Finados

No dia que homenageamos nossos entes queridos que já partiram, resolvi colocar uma foto de uma carruagem, que nos tempos antigos, transportavam a última viagem  de crianças e bebês  durante as cerimônias fúnebres em Pelotas. Tirei a foto numa garagem, perto do local onde trabalho. A qualidade não é muito boa, porque foi tirada do meu celular. A cor sépia foi produzida artificialmente. A carruagem que transportava adultos, de tamanho maior e cor escura, está à direita da carruagem no primeiro plano.

No jornal local de hoje, há uma interessante reportagem sobre a história dos cemitérios de Pelotas. Um deles, o Cemitério da Santa Cruz, que data pelos idos de 1840, era  localizado onde hoje fica Av. Bento Gonçalves, esquina com a Av. Alm. Barroso. Ficava a umas 5 quadras daqui onde moro. Cruz credo :-)

As damas da noite

Existem histórias de Natal e existem histórias da noite. Estas últimas são mais engraçadas.

Eu estava com um amigo bebendo cerveja no balcão de um dos bares da cidade e lá pelas tantas sentou um tiozão e uma tiazinha perto de nós. Tipo do casal de meia-idade, aparentando que raramente sai de casa.

Então meu amigo comenta: “não dá para entender. A mulher daquele cara não desgruda o olho de mim”.

Apenas respondi: “tem muita coisa que já deixei de tentar entender…”

Obs-A mulher não era tão gostosa quanto essa daí ao lado ;-)

Orkut com cara de Brasil

Na frase do dia que apareceu no site de relacionamentos Orkut, foi escrito o seguinte: “A sociedade prepara o crime, o criminoso o comete”.

Um dia, voltando do trabalho, um vadio cruzou meu caminho. Ameaçou-me com uma faca e roubou meu relógio. Eu (a sociedade), pelo fato de voltar do trabalho, preparei o crime, e o malacabado do bandido apenas se aproveitou da situação.

Pelo menos é isso que dá a entender da filosofia orkutiana.

Seria bom que neste país as pessoas passassem a acreditar na responsabilidade individual do sujeito. Em especial, aqueles que tem por obrigação proteger a sociedade dos criminosos.

Chega de colocar a culpa na sociedade. Ou nas vítimas…

“Lei Seca” não é viável

No Estado do Rio Grande do Sul se discute a possibilidade de se adotar a “Lei Seca”.

A idéia consiste em proibir a venda de bebidas alcólicas em bares de quinta-feira a domingo, para reduzir a criminalidade.

Inicialmente se pensou em obrigar aos Municípios fechar os bares em determinadas horas e dias da semana, mas com a má-vontade manifestada por várias autoridades municipais e considerando que o Supremo Tribunal Federal confere exclusivamente aos Municípios a competência para legislar sobre o horário de funcionamento do comércio, agora pensa-se em promulgar uma lei estadual proibindo a venda de bebidas alcólicas entre quinta-feira e domingo.

Por mais bem intencionada que seja a lei, duvido muito que seja observada. Senador Roberto Campos, de saudosa memória, dizia que “lei é como vacina, umas pegam e outras não.”

Faz parte dos nossos hábitos beber nos bares nos fins-de-semana, sendo impossível de se imaginar um bar noturno não vendendo cerveja. Cabe a cada um a responsabilidade pelos seus atos.

Prevê-se que a polícia militar fiscalizará os bares. Ótimo, imagino que nos primeiros dias que a lei seca entrar em vigor, quando existirá mais vontade de fiscalizar, será mais comum ver policiais militares dentro dos bares do que patrulhando as ruas. O efeito sobre a criminalidade então será de aumentar e não reduzi-la.

Simplesmente não dá.

Correr é coisa da direita?

Durante a era FHC, cansado dos escândalos de corrupção, eu tinha simpatia pelo PT. Eu era um socialista com os pés no chão, que aceitava a economia de mercado e as diferenças de um regime democrático. Era preciso mudar os costumes políticos do país. Era preciso mudar. Eu era socialista light, mas eu era de esquerda.

Então veio a era Lula e observando o que acontece em volta eu já não tenho mais coragem de dizer que sou de esquerda.

Prosseguindo nesse inútil exercício ideológico, fica a pergunta, sou agora de direita?

Pois bem. Numa recente coluna do Diogo Mainardi, foi divulgado que o jornal francês Libération (assumidamente de esquerda) divulgou que correr é coisa da direita.

Correr é uma atividade associada à iniciativa individual, ao esforço, à busca do sucesso, à superação, coisa típica de um direitista.

Eu amo correr.  Nem que me custe uma dor generalizada entre os joelhos e o pescoço, não admito desistir no meio do caminho. Atingir a chegada é uma sensação indescritível. Minha recompensa que eu mesmo me concedo é uma garrafa de Gatorade.

Chego a conclusão que antes de ser esquerda ou direita, sou apenas normal. O socialismo foi uma fase, mas agora meu negócio é ser saudável.

Ser saudável é um bom negócio para o indivíduo.

Acabo de me denunciar :-)

Carnaval em agosto

Minha opinião sobre o carnaval em Pelotas é que ele morreu há muito tempo. Feriadão de carnaval em Pelotas é uma ótima oportunidade para simandar para um lugar melhor.

Curiosamente, na noite de ontem, aqui no centro, surgiu do nada uma bateria de escola de samba. A rua estava deserta, a temperatura marcava um dígito apenas e a turma da bateria mandava ver no samba com a maior empolgação.

Tudo isso numa noite de inverno. Nunca vi nada semelhante a isso no…Carnaval! Pelo menos aqui no centro.

É uma cidade muito estranha. Definitivamente :-)

Os jogos deveriam ser cancelados

Os Jogos Pan-Americanos acabaram. Daqui para frente, as atenções do país vão se voltar para o maior acidente aéreo de sua história, cuja contagem de vítimas chegará a duzentas.

Incrível que no ano passado eu escrevi um post semelhante sobre o então maior acidente aéreo da história e a situação do transporte aéreo do país piorou ao invés de melhorar.

Com a guerra das tarifas, podendo-se comprar uma passagem de Porto Alegre a Florianópolis a R$ 79,00 (parcelado), hoje muito mais pessoas voam que no passado.

Acontece que o setor aéreo do país não tem como suportar todo o tráfego. Compreende-se que as necessidades da nossa economia e o interesse público impedem que se feche um aeroporto e se abra outro da noite para o dia.

Mas ainda assim havia dinheiro de sobra para os Jogos Pan-Americanos e o setor aéreo ficou às moscas.

Odeio admitir, mas às vezes penso que essa tragédia era previsível.

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